NOTÍCIAS - ENTREVISTAS
Editorias
» Internacionais
» Política Rural
» Panorama Econômico
» Agricultura
» Fruticultura
» Horticultura
» Plantas e Flores
» Pecuária
» Avicultura
» Suinocultura
» Eqüinos
» Piscicultura
» Diversos
»Últimas Notícias
»Notícias sobre o Portal
»Avisos
 


Série Crise do Agronegócio

Crise do agronegócio afeta outros setores da economia

Segundo estudos da Companhia Nacional de Abastecimento – CNA, o Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio brasileiro, ou seja, toda a riqueza produzida pelo setor, terá, esse ano, a maior queda dos últimos dez anos. Em relação ao ano passado, a queda foi de 10,5%. Segundo Getúlio Pernambuco, chefe do departamento econômico da CNA, a crise é bastante profunda para o setor rural e reflete em todos os setores da economia nacional.

Com essa matéria, o Portal do Fazendeiro inaugura uma série de reportagens sobre o reflexo da crise agropecuária para os demais segmentos econômicos, já que sozinho, o agronegócio impulsiona cerca de 40% do PIB nacional e agrega 37% dos postos de trabalho.

Diversos fatores contribuíram para que a situação chegasse a esse ponto: falta de políticas específicas, falta de incentivos financeiros e fiscais, além da seca no sul, perda de produção da safra e mais recentemente a aftosa no Mato Grosso do Sul e a ameaça da gripe aviária. Para Getúlio Pernambuco, a valorização do real em relação às moedas internacionais também significou retração dos valores recebidos pelos produtores nacionais. Até a crise política que se assola em Brasília, segundo enquete do Portal do Fazendeiro afeta o setor.

Diante disso, como se comportam a indústria, o comércio, o setor de transporte e outros já que dependem direta ou indiretamente do bom desempenho do agronegócio?

A indústria automotiva, mais especificamente de caminhões e máquinas agrícolas é um dos segmentos que sofreu alterações negativas nas vendas como reflexo da crise agropecuária. Algumas montadoras não quiseram se manifestar sobre o assunto, mas o números da ANFAVEA – Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores, demonstram que a retração de investimentos agrícolas provocou queda de vendas no mercado interno. No segmento de caminhões a queda chegou a 1,5% -, mas no setor de máquinas o reflexo da crise foi maior: em outubro, as vendas no mercado interno ficaram 43% inferiores ao mesmo período do ano passado. Ainda segundo a ANFAVEA, no acumulado do ano, as vendas caíram 39,2%.

Para Flávio Padovan, gerente de vendas da Ford do Brasil, o desempenho do mercado de caminhões está diretamente relacionado ao desempenho da Economia. “Como o agronegócio é responsável por 40% do PIB, qualquer crise neste setor tem reflexo direto nas vendas de caminhões novos”, diz. Padovan não soube dizer estatisticamente que percentual de sua produção é direcionada especificamente para o agronegócio, nem tão pouco se houve ou não queda nas vendas esse ano. Mas, admitiu que “no final todos os produtos têm suas vendas afetadas quando a economia de uma determinada região sofre qualquer tipo de abalo”.

A Volkswagen do Brasil, segundo Ricardo Alouche, diretor de vendas, disponibiliza de 20% a 25% de sua produção para o agronegócio, embora sua aplicação nesse mercado seja proporcionalmente menor que de seus concorrentes, uma vez que não possui modelos específicos para transporte de grãos – Bitrens / Rodotrens. Alouche também admite que houve retração nas vendas em função da crise mas que essa baixa é suprida com vendas para atividades de apoio como transporte de sementes e distribuição de produtos manufaturados. Outro fator que, Para Alouche, contribuiu para a pequena baixa de vendas foi a agricultura familiar, “o pequeno agricultor, com crise ou sem crise tem que se manter, transportar sua própria produção, movimentar o seu negócio”. Nesse quesito Alouche destaca o grande volume de vendas dos modelos leves da VW entre os quais o Titan. Ainda assim o executivo está otimista em relação ao setor e espera superar as vendas em 2006, “com o restabelecimento do agronegócio, as vendas também se restabelecem”, finaliza Alouche que espera um aumento de 10% a 15% nas vendas para o setor no próximo ano.


Sonia Marques

Portal do Fazendeiro

Envie essa entrevista
para um amigo

 

 


 
   
Notícias | Previsão do Tempo | Cotações | Classificados | Eventos | Publicações
Fale Conosco | Cadastre-se | Anuncie | Criadores/Produtores | Mapa do Site